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Cinco perguntas sobre o Jubileu da Misericórdia – e as respostas!

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia é uma oportunidade única para o mundo inteiro: pela primeira vez na História, no mundo inteiro haverá Portas Santas, por meio das quais se podem obter indulgências.

Mas, vamos por partes!

O que é um Jubileu?

Entre os hebreus, jubileu era uma festividade realizada de cinquenta em cinquenta anos, onde se comemorava a remissão da servidão, das dívidas e das culpas.

A tradição católica de celebrar um Ano Santo (Ano Jubilar) começou com o Papa Bonifácio VIII em 1300, e a partir de 1475 se estabeleceu que os seguintes jubileus seriam comemorados a cada 25 anos, com o objetivo de que cada geração experimente pelo menos um em sua vida.

O Ano Santo é tradicionalmente um ano de perdão e penitência pelos pecados de cada um. Também é um ano de reconciliação entre inimigos e conversão para receber o Sacramento da Reconciliação (confissão).

O propósito é levar o povo a se reconciliar com Deus e com o próximo, inaugurando uma nova fase de sua vida em comunhão com a vontade do Pai dos Céus. Essa harmonia com Deus acaba se refletindo na verdadeira Paz, que Jesus nos dá. O Ano Santo é, portanto, um tempo excelente de graças de conversão.

 

Por que um Jubileu da Misericórdia?

Olhando para a situação mundial, vemos como o Espírito Santo suscitou no coração de nosso Santo Padre o desejo desta celebração de um Ano Santo da Misericórdia! Disse o Papa Francisco:

“Desde a época de Paulo VI, a Igreja tem um grande propósito em relação a misericórdia. Durante o pontificado de São João Paulo II, este propósito foi expresso com muito mais entusiasmo: com a encíclica “Rico em misericórdia”, a instituição da festa da Divina Misericórdia (celebrada no domingo depois de Páscoa), a canonização de Santa Faustina Kowalska (religiosa polonesa 1905-1938)”.

“Como prolongação destes fatos, refletindo na oração, pensei que seria muito bom proclamar um ano santo da misericórdia, o jubileu da misericórdia”.

 

O que é uma Porta Santa?

A tradição de se abrir uma Porta Santa para dar início a um Jubileu começou com o Papa Martinho V, em 1423. A Porta Santa representa Jesus, lembrando-nos que ninguém tem acesso ao Pai senão por Ele.

O rito da abertura da Porta Santa pretende ilustrar simbolicamente que aos fiéis da Igreja lhes oferece um “caminho extraordinário” para a salvação durante o tempo do Jubileu. Simboliza deixar para trás o mundo e entrar na presença de Deus, de maneira análoga a que os sumos sacerdotes do Antigo Testamento atravessavam a entrada do santuário interior do Tabernáculo em Yom Kipur – a comemoração judia do Dia da Expiação, do perdão e do arrependimento de coração – para entrar na presença de Deus e oferecer sacrifícios.

Durante o Ano Santo da Misericórdia, o Papa Francisco também deu permissão aos bispos diocesanos para designar Portas Santas específicas em suas Dioceses. Por isso não é preciso ir ao Vaticano para obter as indulgências deste Ano Santo!

 

O que são indulgências?

O pecado tem como consequência a culpa, a pena eterna e a pena temporal. A confissão nos livra da culpa e da pena eterna, porém a pena temporal nós pagamos à Justiça Divina nesta vida ou no Purgatório. Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados que já foram perdoados através da confissão. Para alcançar uma indulgência por meio da Igreja, a pessoa deve estar disposta a isso e cumprir algumas condições.

A indulgência é parcial ou plenária. A indulgência parcial liberta-nos parcialmente da pena temporal (não se usa mais falar em “dias de indulgência”, mas apenas indulgência parcial). A indulgência plenária nos liberta totalmente dessa pena. Podemos aplicar as indulgências a nós mesmos ou aos falecidos. Não se pode lucrar indulgências por pessoas vivas.

Lucrar uma indulgência plenária significa nada mais dever à Justiça Divina naquele momento. Por isso, aplicar uma indulgência plenária a um falecido significa pagar-lhe toda a pena devida e libertá-lo do Purgatório.

Há muitas orações e atos indulgenciados pela Igreja. Por exemplo: rezar o Credo; rezar a Salve Rainha; ler a Bíblia por meia hora; visitar o cemitério; rezar o rosário completo; usar objetos de piedade bentos (por exemplo, medalhas); rezar a Via-Sacra – todos estes atos garantem indulgências parciais, desde que realizados com contrição (arrependimento sincero) pelos pecados.

Para obter a indulgência plenária, além da contrição e de fazer a obra indulgenciada, é preciso desapego ao pecado, confessar-se, comungar e rezar um Pai Nosso e uma Ave Maria nas intenções do Papa. Só se pode lucrar uma indulgência plenária por dia.

Nos Anos Santos, o Santo Padre pode estabelecer formas especiais de indulgências, como veremos no próximo item!

 

Como obter as indulgências do Ano Santo da Misericórdia?

Para isso é necessário que os fiéis estejam em estado de graça e além disso:

  1. realizem a obra indulgenciada – neste Jubileu, peregrinar até um local que tenha uma Porta Santa e passar por ela;
  2. tenham a disposição interior de um desapego total do pecado, inclusive venial;
  3. confessem sacramentalmente seus pecados;
  4. recebam a Sagrada Eucaristia (preferivelmente, mas não necessariamente durante a Missa)
  5. rezem pelas intenções do Papa (como explicado acima, um Pai Nosso e uma Ave Maria)

O ideal é confessar-se, receber a comunhão e realizar a indulgência no mesmo dia, mas pode-se realizar esses pontos dentro de 20 dias, antes ou depois do ato da indulgência.

Uma confissão sacramental é suficiente para se obter várias indulgências plenárias.
Para cada indulgência plenária é necessário uma comunhão e uma oração pelas intenções do Santo Padre.

Podem ser feitas exceções com os doentes e as pessoas que não podem sair de suas casas.

 

Consulte em sua Diocese para ver onde se localiza a Porta Santa mais próxima e não perca estas graças! Cada um de nós precisa delas, as Almas do Purgatório e o mundo inteiro também!

 

Referências:

Totus Mariae
Totus Mariae
Comunidade Totus Mariae

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