Escrito por Totus Web Categoria: Novas Comunidades
Publicado em 30 Abril 2011 Acessos: 1413
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Comunidades

Pe. Emílio Carlos Mancini

 

NOVAS COMUNIDADES – DIOCESE DE SÃO CARLOS: Paz e bem! Caríssimas Novas Comunidades, Sacerdotes de Nossa Diocese de São Carlos. Venho por meio desta apresentar as resoluções de nosso Bispo Diocesano Dom Paulo Sérgio Machado transmitidas em reunião com o Conselho de Presbíteros, Vigários Episcopais e Formadores da nossa Diocese.

Como é de conhecimento, fui nomeado Vigário Episcopal para as Novas Comunidades.

Em reunião por parte do Sr Bispo às Novas Comunidades devem ser favorecidas a experimentação e aprovação, encorajando-as e sendo  acompanhadas no exercício do discernimento dos seus carismas.

É importante que o seu enquadramento jurídico não seja rígido, a fim de não sacrificar a novidade do Espírito Santo; mas que sejam coordenadas com uma busca de ordem e decoro para que não se torne guetos fechados e seitas.

 

Sendo assim algumas normas foram apresentadas e esclarecidas :

1- Constituir uma Comissão Diocesana adequada, que estude estas novas formas, aceitando e valorizando, sem inibições, aquilo que é novo e verdadeiro e que reveja os conceitos de vida consagrada, por isso a nomeação do Vigário Episcopal para que tenham um acompanhamento mais seguro e preciso  e também a própria estrutura dos votos clássicos que, com efeito, já se têm as novas formulações.

2- Esta Comissão feita pelas Comunidades que estão já se reunindo há alguns anos atrás dentro de nossa Diocese apresentou já dentro da Revisão Ampla um requisito para que possa ser as comunidades enquadradas neste perfil que são chamadas as novas comunidades.

3- O Esprito de Deus que sempre orientou e sustentou toda a história da Igreja, suscita nos tempos de hoje novas formas de consagração e vida evangélica. Assim como as diversas formas de vida consagrada e comunitária surgidas no decorrer dos vinte séculos do cristianismo, as “comunidades novas" ou "novas fundações" são, por um desígnio da divina providência uma resposta para as necessidades da Igreja e do mundo de hoje.

4- As "comunidades novas" respondem a tais necessidades, em primeiro lugar, pela fidelidade ao chamado específico que o Senhor faz a elas e como conseqüência dessa fidelidade através de uma autêntica vida litúrgica; da formação e do engajamento do laicato; de um amor incondicional pela hierarquia, de modo especial pelo Papa; de uma sólida vida espiritual (ascese e mística); de uma fé purificada; de uma vida moral no Espírito; e de modo especial através de uma força evangelizadora e pastoral que penetra nas realidades atuais e no coração do homem contemporâneo.

5- Tratando da realidade das "comunidades novas" o instrumentum laboris do sínodo dos bispos afirma: "quanto ao estilo de vida evangélica, muitas vezes se destinguem por uma forte austeridade de vida, intensa oração, resgate de formas sãs de devoção tradicional, divisão dos trabalhos domésticos e manuais pela parte de todos os membros. Sob o aspecto apostólico, é forte o impulso missionário, rumo aos distantes e rumo àqueles que nunca receberam o Evangelho; o empenho na nova evangelização, a ecumênica; a aproximação dos pobres e dos marginalizados".

6- "O Espírito, que ao longo dos tempos suscitou numerosas formas de vida consagrada, não cessa de assumir a Igreja, quer alimentado nos institutos já existentes o esforço de renovação na fidelidade ao carisma original, quer distribuindo novos carismas a homens e mulheres do nosso tempo, para que dêem vida a instituições adequadas aos desafios de hoje. Sinal desta intervenção divina são as chamadas "Novas Fundações". Com características de algum modo originais relativamente às tradicionais.

7- Originalidade destas novas comunidades consiste freqüentemente no fato de se tratar de grupos compostos de homens e mulheres, de clérigos e leigos, de casados e solteiros, que seguem um estilo particular de vida, inspirado as vezes numa ou noutra forma tradicional ou adaptação às exigências da sociedade atual. Também o seu compromisso de vida evangélica se exprime em formas diversas, manifestando-se como tendência geral, uma intensa aspiração à vida comunitária, à pobreza e à oração. No governo, participam clérigos e leigos, segundo as respectivas competências e o fim vai ao encontro das solicitações da nova evangelização.

8- As novas formas (de vida evangélica) são um Dom do Espírito, para que a Igreja siga o seu Senhor, num impulso perene de generosidade, atenta aos apelos de Deus que se revelam através dos sinais dos tempos. Assim, ela apresenta-se ao mundo diversificado nas suas formas de santidade e de serviço, como "sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo gênero humano". Os antigos institutos, muitos deles acrisolados por provas duríssimas suportadas com fortaleza ao longo dos séculos, podem enriquecer-se entrando em diálogo e troca de dons com as fundações que surgem no nosso tempo.

9- Desse modo, o vigor das várias instituições de vida consagrada, desde as mais antigas até as mais recentes, e ainda vivacidade das novas comunidades alimentarão a fidelidade ao Espírito Santo, que é principio de comunhão e de novidade perene de vida" (JOÃO PAULO II, Exortação apostólica Vita Consecrata).

10-  "Na Igreja, tanto hoje como no passado, novas formas de vida comunitária exprimem a fecundidade de Espírito e do Evangelho de Jesus. Como pastor, entrei em contato com várias destas novas formas de consagração. Ainda não disponho de dados precisos acerca da extensão deste fenômeno, mas calcula-se que as "novas" comunidades já se possam contar em centenas no mundo. Este é um sinal dos tempos, que exige uma abertura e um atento discernimento. Parece-me que, embora na diversidade dos caminhos e dos carismas, e dentro dos limites próprios de cada experiência esta novas formas de vida evangélica estejam assinaladas por alguns elementos e algumas características mais ou menos comuns.

11-  As novas comunidades não se identificam com as atuais formas de vida consagrada. Apresentam-se com freqüência como "famílias eclesiais", porque, ao redor de um comum carisma de fundação bem definido, convergem leigos, clérigos, pessoas solteiras e casadas que, no respeito dos diferentes estados de vida, se consagram a um idêntico ideal evangélico, como membros igualitários de um único corpo, com diversos níveis de pertença.

12-  Normalmente, podem-se verificar as seguintes características:

a) A unidade da obra e da presidência;.

b) Uma certa radicalidade evangélica;

c) A unidade entre a consagração e a missão, compreendida como carisma particular;

d) Um forte sentido comunitário com o evidente primado do ser comunhão sobre o fazer;

e) O exercício da autoridade vivido em conformidade com a comunhão;

f) O desejo de evitar a identificação entre a sacerdócio e autoridade, a fim de respeitar e promover a laicidade;

g) Uma clara aceitação da pobreza e do abandono à Providência;

h) Uma vida de oração intensa. Tanto pessoal como comunitária;

i) Um vivo Fervor missionário;

Assim apresentamos  resoluções tomadas em nossa reunião e confirmadas na missa dos santos óleos na quarta feira santa na catedral:

a) As Comunidades que estão sendo acompanhadas e que poderão receber assistência eclesiástica na diocese deverão participar do grupo de formação e partilha  existente  e estas aparecem no quadrante e estão assim relacionadas (1):

Oficialmente aprovada como uma Associação Privada de fiéis: Comunidade Alpha e Ômega- Matão.

Oficiosas: Comunidade Anúncio- Silvânia

Comunidade Ami- Araraquara

Comunidade Beatitudes- Araraquara

Comunidade Servos do Cristo Redentor- Araraquara

Comunidade Querigma – São Carlos

Comunidade Corpo Profético- Jaú

Comunidade Jesus Cristo Sofredor- São Carlos

Comunidade Getsemani- Jaú

Comunidade Sede Santos- Itapuí

Comunidade Totus Mariae- São Carlos

Estas Comunidades nossos padres poderão dar assistência eclesiástica para confissões, santas Eucaristias, retiros, formações , direções espirituais.Nenhum padre poderá dar atendimento a grupos que se denominem Novas Comunidades  que não estejam relacionadas aqui e que  não façam parte do grupo que se reúne na Diocese acompanhadas .

13-  Importante que respeitem os limites paroquiais fazendo suas obras sempre se apresentando ao pároco  e caso fora da diocese ao Bispo Diocesano .

14-  Tenham um bom relacionamento com a vida paroquial procurando um mínimo de engajamento.

15-  Cuidado com os exageros e os fechamentos , todo Carisma deve estar a serviço da Igreja e da evangelização

16-  Não convidarem pessoas, comunidades, grupos, sacerdotes antes de consultarem o Vigário Episcopal, para retiros, formações que sejam vindo de fora da Diocese.

17-   Pedimos aos Senhores padres que tendo alguma experiência comunitária em suas paróquias na forma de Novas Comunidades com carisma próprio que peçam que entrem em contato com o grupo das Novas Comunidades e com o Vigário Episcopal das Novas Comunidades.

18-  Ás Novas Comunidades pedimos fazer um histórico de nascimento, Carisma, membros consagrados, processo formativo, números de membros em caminho formativo, casas de missão e onde esto estabelecidos , dioceses, se o bispo sabe ,  Padres que atendem .

19-  Queremos lembrar que as reuniões bimestrais acontecem nas comunidades da diocese e estas deverão participar fundador, co-fundadores e membros de Conselho ou próximos da liderança da Comunidade.

Com minha mais profunda consideração e respeito aos Carismas particulares de cada Comunidade peço-vos  acima de tudo o Carisma da Comunhão e da Unidade na diversidade, tendo que os Movimentos e Comunidades, como uma resposta providencial, suscitada pelo Espírito Santo para estes dramáticos desafios atuais.

Vivemos num mundo mais secularizado e num crescente ateísmo, no qual, muitas pessoas vivem como se Deus não existe. Nesta situação, a realidade das novas comunidades revela toda a sua urgência e atualidade, levando-nos a experimentar Jesus Cristo vivo no hoje da nossa vida e da história.

Sua força de evangelização e atração está na vivencia do “novo mandamento do amor” (Jo 13,34) e no seu modo novo e radical de viver o Evangelho.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, (CNBB – Igreja Particular, Movimentos Eclesiais e Novas Comunidades, 2009), as Novas Comunidades ressaltam o direito que os leigos têm de engajarem-se na Igreja, que provém do batismo e, apresentam os cinco critérios de eclesialidade:

- o primado dado à vocação universal de todo cristão: a santidade;

- a responsabilidade em professar a fé católica, no seu conteúdo integral;

- o testemunho de uma comunhão sólida e convicta com o papa e com o bispo;

- a conformidade e a participação na finalidade apostólica da Igreja: a evangelização, a santificação e a formação cristã dos povos;

- o empenho de uma presença na sociedade humana, a serviço da dignidade integral da pessoa humana.

As Novas Comunidades são verdadeiros canais privilegiados para a formação e promoção dos fieis católicos, que se tornam mais ativos e conscientes do seu papel na Igreja e no mundo; elas amam profundamente a Igreja, inserindo-se com fidelidade na vida das Igrejas locais, sendo fermento, sal e luz e, correspondendo às necessidades da Nova Evangelização.

Unidos no serviço do Reino coloco-me a disposição para esclarecimentos e orientações.

PS: Estas normas e diretrizes são para a nossa Diocese de São Carlos, não estamos falando as "Novas Comunidades" fora da Diocese de São Carlos. Pois a cada uma das "novas comunidades" cabe a apreciação dos senhores  bispos diocesanos para avaliar o carisma e prová-los.

"É pela obediência a Deus, à Sua Igreja e às autoridades que são constituídas em Cristo sobre nós, que colhemos frutos de Salvação. “Obedecei aos vossos dirigentes, e sede-Ihes dóceis; porque velam pessoalmente sobre vossas almas, e disso prestarão contas. Assim poderão fazê-lo com alegria e não gemendo, o que não vos seria vantajoso.” (Heb 13,17).

O reconhecimento Can??nico, por parte da Igreja Particular ou em nível Pontifício, é um discernimento concedido pela Igreja em sua estrutura hierárquica como diz a própria Escritura Sagrada: “Não extingais o Espírito... Examinai tudo: abraçai o que é bom..." (I Tess 5,19.21).

Reconhecimento é a declaração alegre e vibrante de que tudo é dom do amor de Deus e é indispensável auxílio da custódia e orientação da Igreja, nos é útil e importantíssimo meio para que vivamos em unidade e serviço eclesial. Deus chama e Ele mesmo dá capacidade de acolher o chamado.

Assim, o que queremos com um reconhecimento é que a Igreja Particular nos examine e possa discernir quanto à autenticidade do Carisma, sua utilidade para a Igreja em qualquer lugar do mundo".

 

Fonte: site oficial da Diocese de So Carlos,SP

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(1) Esta lista de Comunidades é de abril de 2011.

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