You are here
Home > Igreja Católica > Jubileu da Misericórdia > Ganhe uma indulgência plenária por dia no Jubileu da Misericórdia!

Ganhe uma indulgência plenária por dia no Jubileu da Misericórdia!

Falamos anteriormente sobre as indulgências do Jubileu da Misericórdia (Cinco perguntas sobre o Jubileu da Misericórdia – e as respostas!), mas percebemos que são poucos os fiéis que estão realmente se valendo desta grande graça.

É bem simples ganhar uma indulgência plenária neste Ano Santo, por isso é muito bom que o façamos, sendo possível, diariamente!

Primeiro vejamos melhor o significado das indulgências e como obter essas indulgências especiais do Jubileu:

 

Indulgências, um resumo prático

O pecado tem duas consequências: a culpa e a pena. A confissão nos livra da culpa, porém quando morremos sem expiar toda a pena devida pelos pecados já confessados, completamos essa expiação no Purgatório.

A indulgência parcial, como o próprio nome diz, expia parcialmente a culpa. São muitas as práticas cotidianas com as quais podemos alcançar uma indulgência parcial. Quanto mais indulgências alcançamos, menos tempo de expiação passaremos no Purgatório.

A indulgência plenária nos livra de toda pena pelos pecados cometidos!  [epq-quote align=”align-right”]“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, sequelas dos pecados” (Catecismo da Igreja Católica, 1498)[/epq-quote] Para que se tenha uma ideia de sua eficácia: se alguém recebe uma indulgência plenária e morre em seguida, ela vai direto para o Céu, sem passar pelo Purgatório!

Agora imagine um parente ou amigo seu, falecido há algum tempo, e que por misericórdia de Deus esteja no purgatório: se você alcançar uma indulgência plenária por ele, ele será liberto de suas penas e irá para o Céu! Por isso a oração pelos falecidos é uma obra de misericórdia, de grande valor espiritual.

É claro que as indulgências só fazem sentido se temos noção de pecado, Céu, Inferno e Purgatório… Mas se tivermos ao menos alguma ideia do que significam, daremos o devido valor às indulgências, verdadeiras riquezas espirituais que Deus nos concede por meio de Sua Igreja – e não as desperdiçaremos!

 

As indulgências plenárias do Jubileu

Na Carta do Papa Francisco sobre o Jubileu, ele estabeleceu a forma de se obter as indulgências, que numeramos abaixo:

Para viver e obter a indulgência os fiéis são chamados a realizar (1) uma breve peregrinação rumo à Porta Santa, aberta em cada Catedral ou nas igrejas estabelecidas pelo Bispo diocesano, e nas quatro Basílicas Papais em Roma, como sinal do profundo desejo de verdadeira conversão. Estabeleço igualmente que se possa obter a indulgência nos Santuários onde se abrir a Porta da Misericórdia e nas igrejas que tradicionalmente são identificadas como Jubilares. É importante que este momento esteja unido, em primeiro lugar, (2) ao Sacramento da Reconciliação e (3) à celebração da santa Eucaristia com uma reflexão sobre a misericórdia. Será necessário acompanhar estas celebrações (4) com a profissão de fé e com a oração por mim e pelas intenções que trago no coração para o bem da Igreja e do mundo inteiro…

(5) Eu pedi que a Igreja redescubra neste tempo jubilar a riqueza contida nas obras de misericórdia corporais e espirituais. De fato, a experiência da misericórdia torna-se visível no testemunho de sinais concretos como o próprio Jesus nos ensinou. Todas as vezes que um fiel viver uma ou mais destas obras pessoalmente obterá sem dúvida a indulgência jubilar. Daqui o compromisso a viver de misericórdia para alcançar a graça do perdão completo e exaustivo pela força do amor do Pai que não exclui ninguém. Portanto, tratar-se-á de uma indulgência jubilar plena, fruto do próprio evento que é celebrado e vivido com fé, esperança e caridade.

Ou seja, as práticas necessárias são estas:

  1. Peregrinação a uma Porta Santa;
  2. confissão sacramental individual;
  3. receber a Sagrada Eucaristia; [epq-quote align=”align-right”]Conheça as Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais[/epq-quote]
  4. rezar o Credo e, nas intenções do Santo Padre, pelo menos um Pai Nosso e uma Ave Maria;
  5. praticar uma obra de misericórdia corporal e espiritual; recomenda-se que sejam feitas na mesma semana da peregrinação à Porta Santa.

Com uma única Confissão é possível obter várias indulgências plenárias. Quem reside perto de uma igreja com uma Porta Santa, tem a possibilidade de conseguir muitas indulgências, e até diariamente!

O Papa reitera a aplicabilidade das indulgências do Jubileu aos falecidos:

A indulgência jubilar pode ser obtida também para quantos faleceram. A eles estamos unidos pelo testemunho de fé e caridade que nos deixaram. Assim como os recordamos na celebração eucarística, também podemos, no grande mistério da comunhão dos Santos, rezar por eles, para que o rosto misericordioso do Pai os liberte de qualquer resíduo de culpa e possa abraçá-los na beatitude sem fim.

 

E quem não pode ir até uma Porta Santa?

O Santo Padre não se esqueceu dos doentes e encarcerados! Vejam que belo o alcance das indulgências deste Ano Santo:

Penso também em quantos, por diversos motivos, estiverem impossibilitados de ir até à Porta Santa, sobretudo os doentes e as pessoas idosas e sós, que muitas vezes se encontram em condições de não poder sair de casa. Para eles será de grande ajuda viver a enfermidade e o sofrimento como experiência de proximidade ao Senhor que no mistério da sua paixão, morte e ressurreição indica a via mestra para dar sentido à dor e à solidão. Viver com fé e esperança jubilosa este momento de provação, recebendo a comunhão ou participando na santa Missa e na oração comunitária, inclusive através dos vários meios de comunicação, será para eles o modo de obter a indulgência jubilar.

O meu pensamento dirige-se também aos encarcerados, que experimentam a limitação da sua liberdade. O Jubileu constituiu sempre a oportunidade de uma grande anistia, destinada a envolver muitas pessoas que, mesmo merecedoras de punição, todavia tomaram consciência da injustiça perpetrada e desejam sinceramente inserir-se de novo na sociedade, oferecendo o seu contributo honesto. A todos eles chegue concretamente a misericórdia do Pai que quer estar próximo de quem mais necessita do seu perdão. Nas capelas dos cárceres poderão obter a indulgência, e todas as vezes que passarem pela porta da sua cela, dirigindo o pensamento e a oração ao Pai, que este gesto signifique para eles a passagem pela Porta Santa, porque a misericórdia de Deus, capaz de mudar os corações, consegue também  transformar as grades em experiência de liberdade.

Dom Paulo Sérgio abre a Porta Santa na Catedral de São Carlos
Dom Paulo Sérgio abre a Porta Santa na Catedral de São Carlos, SP (Foto: Blog Marcel Rofeal)

 

O perdão do Jubileu aos pecados que trazem excomunhão automática

Geralmente, esses pecados que acarretam excomunhão automática, como é o caso do aborto, só podem ser perdoados em confissão com o ordinário local – o Bispo da diocese. Mas excepcionalmente neste Ano da Misericórdia, o Papa Francisco concedeu a todos os sacerdotes a faculdade de conceder esse perdão!

Penso, de maneira particular, em todas as mulheres que recorreram ao aborto. Conheço bem os condicionamentos que as levaram a tomar esta decisão. Sei que é um drama existencial e moral. Encontrei muitas mulheres que traziam no seu coração a cicatriz causada por esta escolha sofrida e dolorosa. O que aconteceu é profundamente injusto; contudo, só a sua verdadeira compreensão pode impedir que se perca a esperança. O perdão de Deus não pode ser negado a quem quer que esteja arrependido, sobretudo quando com coração sincero se aproxima do Sacramento da Confissão para obter a reconciliação com o Pai. Também por este motivo, não obstante qualquer disposição em contrário, decidi conceder a todos os sacerdotes para o Ano Jubilar a faculdade de absolver do pecado de aborto quantos o cometeram e, arrependidos de coração, pedirem que lhes seja perdoado.

 

Uma última palavra do Papa sobre o Jubileu:

Desejo que o Jubileu seja uma experiência viva da proximidade do Pai, como se quiséssemos sentir pessoalmente a sua ternura, para que a fé de cada crente se revigore e assim o testemunho se torne cada vez mais eficaz…

Espero que a indulgência jubilar chegue a cada um como uma experiência genuína da misericórdia de Deus, a qual vai ao encontro de todos com o rosto do Pai que acolhe e perdoa, esquecendo completamente o pecado cometido.

 

Bibliografia:

Top